Além da Mente - Episódio 1 (06/09/2021) Estréia



Além da Mente 
Episódio 1

( A cena começa com um temporal de chuva e um carro indo na estrada, quando um raio se parte e atinge o veículo causando um capotamento em um barranco onde duas pessoas ficam gravemente feridas).
               
(1970)

CENA 1: ( Casa de dona Lurdes, vizinha de Eloisa e Maicon Müller no quarto)

Dona Lurdes: ( Com o bebê Charles no colo/ preocupada.

- Meu Deus que temporal forte, e Seus pais que não chegam Charleszinho, estou muito preocupada!

 ( Alguém bate na porta, era a vizinha de Dona Lurdes)

Vizinha: ( Chorando/ e descalça)

- Dona Lurdes, meu filho vinha pela estrada na carroça e avistou um carro caído em um barranco e disse que era  a Eloísa e seu Maicon.

Dona Lurdes: ( Apavorada/ na sala)

- E será que eles estão mortos?

Vizinha: ( Triste/ cabisbaixa/ chorando)

- Infelizmente sim!! Aí meu Deus que tristeza.

D. Lurdes: ( Chorando muito)

- E agora o que será dessa criança sem os pais? Meu Deus me ajuda.

( O temporal passa)...

             1973

      (  3 anos Depois )
 
( Dona Lurdes morreu e Charles é levado pro Orfanato)

Freira: ( no quarto/ acordando as crianças)

- Vamos acordar crianças! 
- Já é hora do lanche, vamos, vamos!!

( ela se aproxima da cama de Charles)

- E você pequeno Charles...
Meu Deus mais uma criança sem os pais no mundo.
           
                
      ( 1983 e os anos se passam: 10 anos Depois )

  CENA 2 : (Charles questiona a madre sobre os seus pais, que em seguida é ignorado e repreendido pela madre)

Madre: ( Indo para o pátio avisar sobre o almoço/ gritando)

- Meninos vamos, o almoço está pronto.
- E você criatura? só fica triste pelos cantos, faz alguma coisa.

Charles: ( Chorando/ limpando os olhos)

- Eu quero meus pais

Madre: ( ignorante/ pega com força no braço )

- Você não quer ninguémmoleque, para de chorar que isso me irrita.

Charles: ( sendo sincero e inteligente)

- Se a senhora não suporta choro de criança então porque é diretora de um orfanato infantil?

 ( ela se irrita, e bate na boca de Charles)

Madre: ( brava/ chegando no refeitório/ resmungando)

- Moleque mal criado, só porque tem um destaque por se mais inteligente que os outros quer me dar lição de moral...
- Senta e come calado!

  CORTA P/ CENA 3:

  ( A cena muda para uma rua, manhã de segunda com feira livre e muitas pessoas transitando no local)

Jorge: ( morador de rua/ descalço, pedindo esmola)

- Moço me dar uma esmola, estou a dois dias sem comer ou se você tiver um trabalho em troca de comida eu aceito.

 Feirante: ( arrogante)
- Tem não, e vai embora antes que eu chame a polícia.

  ( Jorge sai triste)

CORTA P/ CENA 4
( A professora Cristina chega no orfanato para dar aula e percebe novamente o semblante triste de Charles , que em segredo o menino revela pra ela muitas coisas dita pela madre inclusive do porão embaixo do orfanato que é onde elas castiga as crianças e deixam acorrentados sem comida por um dia)

Prof. Cristina: ( Manhã/ alegre)

- Bom dia Freira, tudo bem?
Estou contente por dar aulas nesse orfanato.

Freira: ( olhar torto)
- Que bom, por que todas aquelas pestes estão na sala.

Prof. Cristina: ( olhar calmo/ suspeito)

- Nossa irmã , também não precisa falar assim deles, são só crianças.

CORTA P/ CENA 5
 ( passa as horas e Jorge chega na sapataria do Sr. Marcelo, onde encontra uma alma caridosa que o recebe bem)

 Sr. Marcelo: ( anunciando seus produtos)

- Vamos lá pessoal  venha experimentar nossos sapatos, tem de todos os tamanhos, preço tá baratinho, venham venham!!!

Jorge: ( triste/ faminto)
- Bom dia moço, me dar uma esmola estou a dois dias sem comer, ou então posso trabalhar em troca de comida.

Sr. Marcelo: ( triste em ver a situação/ manhã)

- Tenho sim, de onde você vem?

Jorge: ( cabisbaixo)
- Venho da rua, nunca roubei pra comer, sou honesto.

Sr.Marcelo: ( Contente)
- A gente se nota 
Então meu caro homem eu lhe ofereço a comida em troca de você trabalhar todos os dia aqui comigo, o que acha?

Jorge: ( chorando/ feliz)
- Oh meu Senhor aceito sim e muito obrigado por me dar essa oportunidade.

Sr. Marcelo: ( intrigado)
- Mais você não aparenta ser morador de rua, você fala tão bem

Jorge: ( flashback, ele se lembra da sua vida passada, e como o fizeram sofrer e como mataram sua família ele abre os olhos)

- Sou sim meu Senhor

CORTA P/ CENA 6
( No orfanato terminando a aula Cristina percebe no olhar de Charles que ele quer falar alguma coisa, após os demais alunos saírem ela chama Charles pra conversar)

Prof. Cristina: ( intrigada)
- Charles vem cá, percebi que você tá me tentando dizer algo, tá acontecendo alguma coisa?

Charles: ( com medo/ e lágrimas nos olhos)

- Me tira daqui por favor, elas aqui maltratam muito a gente.

Prof. Cristina: ( suspeita/ triste)

- Mais meu bem você aqui tem tudo, tem colegas, tem cama quentinha,comida na mesa, não pode ficar comigo e mesmo assim não sou casada.

Charles: ( triste)
- Mais professora, a norma como elas regem essa instituição é muito rigorosa, enquanto a gente precisa de carinho elas nos ofendem com palavras maldosas.  E na verdade elas não são o que aparentam ser.

Prof. Cristina: ( pasma/pensando)

- Meu Deus quanta inteligência pro tamanho dessa criança, mais será que ele tá falando a verdade?
- Charles meu bem vamos fazer assim, pelo bem das outras crianças você me conta o que acontecer de ruim aqui dentro tá, e esse será nosso segredo.

Charles: ( aliviado)
- Ok, professora!

 ( Sem a professora saber, a madre ouviu a conversa dos dois e fica furiosa)

CORTA P/ CENA 7
( A cena muda para FUNJOA, onde abriga jovens e Adolescentes perdidos, e no escritório tem uma reunião entres os Doutores de Psicologia para avaliar a situação dos jovens, entre a sociedade e o crime, estando presente os membros da assistência social, o delegado, e um agente do governo)


Dr. Robert: ( Debochado)
 - Senhoras e Senhores, hoje como estamos comemorando mais uma de nossa instituição quero aqui deixar meus agradecimentos a cada um que está presente pois juntos vamos ajudar milhares de jovens e Adolescentes a sair da vida do crime.

Zoraide: ( assistente social/ suspeita)

- Desculpe Dr. mais o real propósito aqui apresentado é ajudar esses jovens perdidos a encontrar suas verdadeiras famílias, claro também a convencê-los a não praticar atos ilegais.

Dr. Robert: ( irritado/ disfarçando sua raiva)

- Exato dona Zoraide, mais também o objetivo é arrecadar fundos e conseguir mais verbas pra um conforto melhor 

Sara: ( outra assistente social/ desconfiada/ resmunga baixo)

- Zoraide, essa cúpula de doutores bancando os Psicólogos bonzinhos não tá me agradando em nada, eles estão tramando alguma coisa 

Zoraide: ( tensa/ nervosa)
- Pior que estão sim, esses jovens perdidos que do nada aparecem aos montes não é comum.





CORTA P/ CENA 8
( na sapataria Marcelo arruma um quarto na pensão da Zuleide para hospedar Jorge que daquele dia em diante seria seu funcionário)

Marcelo: ( alegre)
- Jorge tenho uma ideia ótima , que tal você ficar na pensão da Zuleide onde tem comida e cama confortável, aí você só vem trabalhar comigo durante o dia, e aí o que me diz?

Jorge: ( feliz/ sorridente)
- Mais eu não mereço tanta bondade comigo Sr Marcelo

Marcelo: ( contente)
- Jorge senta aqui quero lhe contar uma coisa. Minha mãe sempre me fazia essa pergunta ( o que você tem além da mente, pensamento bons ou ruins?) e eu não entendia, até que uma vez ela me contou a história do meu pai um grande Psicólogo na época, que não se sabe o porquê o mataram e mancharam a memória dele. Ela dizia Por isso eu te digo guarde sempre essa pergunta no seu coração na hora de uma decisão, essas pessoas que fizeram mau a seu pai tinham pensamentos ruins. E então até hoje eu sigo o bem que tem em me.

Jorge:( surpreso) 
- Que história triste, mais como se chamava seu pai?

Marcelo: ( emocionado)
- Era Dr. Oswaldo Silveira

Jorge: ( tenso/ pensando)
- Meu Deus então é ele que o mataram a chicotadas.
Não pode ser

CORTA P/ CENA 9
( A cena muda pro orfanato, e a madre não aguenta a raiva e tranca Charles no porão e o deixa sem comer)

- Madre: ( furiosa)
- Então você fica falando de como a gente trata todos vocês seus mau agradecidos.
- Por causa dessa sua boquinha grande você vai ficar de castigo no porão das almas por um dia.

Charles: ( gritando/ chorando)

- Por favor madre não faça isso, prometo não desobedecê-la mais!!

Madre: ( brava/ rindo )
- Vai sim, e por sua causa todos vocês vão ficar sem aulas por duas semanas.

CORTA P/ CENA 10
( A cena muda, mostra os lugares bonitos da cidade e para na reunião da FUNJOA, onde os doutores conseguem patrocínio do representante do governo pra assossiaçao )

Dra. Cristiane: ( exibida/ sorrindo)

- Quero agradecer o representante do governo pelo patrocínio aos nossos jovens, e as assistências sociais pela presença e os demais doutores. Juntos faremos um futuro melhor. Obgda.

Zoraide: ( desconfiada)
- Sara, depois quero que você avalie os jovens recém chegados.

Sara: ( Pasma)
- Mais eles nunca deixam eles ficarem a sós com a gente sempre tem um guarda ou dois monitorando.

Zoraide: ( esperta)
- Irei fazer um relatório ao delegado pedindo o apóio dele para poder trazer alguns jovens até nosso escritório.

Sara: ( Com medo)
- Mais Zoraide isso é perigoso não sabemos o que eles tramam.

Zoraide: ( firme nas palavras)

- É um risco que vou correr, se eu tiver que morrer fazendo o bem a esses jovens então morrerei.

Sara: ( Orgulhosa)
- Por isso que admiro sua coragem.

CORTA P/ CENA 11
( A cena muda, mostra a metade do porão e para onde Charles está acorrentado.)

Charles: ( assustado/ com fome/  noite)

- Meu Deus sei que só tenho 13 anos mais não deixa eu morrer aqui, essas pessoas são muito maldosas e somos apenas crianças. 
- Espera aí! ela falou porão das almas, isso é estranho, mais eu acho que esse porão leva algum lugar.
- Algum dia eu me formar eu quero ser um psicólogo e poder ajudar pessoas a não ter esses pensamentos horríveis e conseguir construir um legado.
- ( rindo só) Só espero que eu não fique louco aqui nesse porão 




CORTA P/ CENA 12
( Na pensão Jorge começa a refletir sobre seu passado e sobre o pai  de Marcelo)

Jorge: ( Lembrando/ calmo)

- Meu Deus, Dr. Oswaldo Silveira  por que não me lembro de muita coisa dele, só apenas que ele morreu a chicotada e mais nada,  sinto que fue próximo a ele mais depois que cai do barranco fugindo daquela corja eu não me lembro de muita coisa.

   ( a cena  fixa no rosto e uma linha do tempo absorve a imagem)

     Fim do Episódio 


 REALIZAÇÃO:


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2021


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